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	<title>Agência Comunitária de Notícias</title>
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	<description>M&#039;BOI MIRIM</description>
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		<title>Uma carta aberta de reivindicação do jovens do Jardim Capela</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 18:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos jovens do Jardim Capela, estamos reivindicando respeito aos nossos direitos e igualdade. “O que despertou para que viéssemos escrever foi um artigo de jornal da última Terça-Feira (15/05/12), que diz“ Quanto mais pobre menos o Brasil confia na polícia..c]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nos  jovens do Jardim Capela, estamos reivindicando respeito aos nossos  direitos e igualdade. “O que despertou para que viéssemos escrever foi  um artigo de jornal da última Terça-Feira (15/05/12), que diz“ Quanto  mais pobre menos o Brasil confia na polícia..&#8221; Tal reportagem nos fez  refletir na seriedade e verdade da questão, ou seja, mais  da metade dos jovens de 18 á 34 anos não acreditam na polícia, segundo  eles esta instituição não desperta confiança. Alem disso o mesmo artigo  diz que em todo país a qualidade dos serviços policiais deixa a desejar,  prova disto,diz a reportagem é apenas 8% dos homicídios de todo país  serem esclarecidos. Relatando também que as prisões são currais de  criminosos e os crimes são extremamente explorados pela televisão, isso  sem falar da corrupção de muitos.<br />
Por isso nós jovens do Jardim  Capela resolvemos demonstrar nossa indignação, em forma de desabafo  nessa carta aberta, em busca de solução para segurança de todos nós que  moramos na periferia. Diante do exposto, algumas vezes temos a nítida  impressão de existir duas instituições, ou seja, aquela que resolve as  questões e que mantém uma fidelidade constante com a classe média alta, e  a outra que nos oprime e nos discrimina de toda forma possível na  periferia, isso ficou comprovado mais uma vez na solução do caso da  &#8220;Carolina Dickman, em que foram presos os hackers que invadiram o  computador da Atriz, publicando fotos nuas na mídia&#8221;. Por isso nós  jovens do Jardim Capela além de nos sentimos ilhados e descriminados por  moramos em uma &#8220;Área de Manancial&#8221; ainda nos deparamos com o confronto  diário com a segurança policial que na maioria das vezes nos oprime, nos  discrimina, nos humilha ferindo constantemente nossa dignidade. Exemplo  disso são os constantes enquadros que sofremos diariamente, onde nos  mandam encostar na parede com gritos absurdos e apontando armas de  grosso calibre &#8220;Nem animais são tratados assim&#8221;. Hoje meu amigo  Jefferson ao sair da escola seu destino era sua casa, e o mesmo nos  relatou que sofrera um enquadro que o deixou bastante constrangido e  ferido em sua dignidade mais uma vez. Nesse mesmo dia um jovem dessa  comunidade por nome de Gabriel presenciou mais um enquadro em uma das  ruas do Jardim Capela em horário de saída escolar e com a mesma  humilhação sofrida pelo o jovem citado a cima. Essas situações são  constantes no nosso dia-a-dia infelizmente. Por essas e por outras  razões desabafamos nesta carta aberta que tem como objetivo gritar bem  alto para que todos possam nos ouvir e garantam igualdade e respeito, as  nossas necessidades cotidianas enquanto cidadãos que somos.<br />
Gostaríamos que os políticos não nos vissem apenas em épocas de eleições  como robôs, que vão as urnas depositarem seus votos beneficiando os  mesmos. De certo, queríamos ser vistos e respeitados como seres  pensantes e formadores de opiniões.<br />
Voltando a questão da segurança  todos nos observamos a grande necessidade de uma base comunitária com  policiais mais preparados para lidar e respeitar os jovens da nossa  periferia. Para assim, caminharmos tranquilamente na nossa comunidade,  respeitando e sendo respeitados, valorizando e sendo valorizados,  acreditamos que isso é possível, quando a sociedade se conscientizar que  somos seres humanos dignos de igualdade sociais.<br />
Sabemos que  estamos caminhando para as eleições municipais, onde escolheremos  prefeitos e vereadores, gostaríamos que os candidatos ouvissem nossa voz  e levassem em conta nossas reivindicações, afinal somos jovens e  acreditamos numa mudança em que passaremos a fazer parte verdadeiramente  de uma sociedade de fato humanitária, igualitária e acolhedora e não  dessa fragmentada e desumana que está ai.<br />
Segue depoimentos de alguns jovens sobre o artigo:</p>
<p>“&#8230;para alguns policiais o pobre só serve para roubar e matar, enquanto que o rico deve governar e mandar&#8230;”<br />
Yohana</p>
<p>“&#8230;melhor ainda seria se tivéssemos uma base policial aqui na  comunidade&#8230;”                                                                             Gabriel</p>
<p>“Eu queria uma polícia constante no meu bairro, aquela que fizesse a lei e não a injustiça&#8230;”<br />
Matheus</p>
<p>“A polícia aje em minha sociedade com descriminação abuso de autoridade, racismo e apela para a força física&#8230;”<br />
Kevin</p>
<p>“Era muito melhor ter uma base policial para nos proteger, por que não conseguimos andar na comunidade tranquilamente&#8230;”<br />
Yuri</p>
<p>Assinado: Jovens do Jardim Capela</p>
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		<title>Cidade Escola Aprendiz lança coleção Bairro-escola</title>
		<link>http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/05/10/cidade-escola-aprendiz-lanca-colecao-bairro-escola/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 15:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
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		<description><![CDATA[No próximo dia 16 de maio, a partir das 19h, a Associação Cidade Escola Aprendiz promove o lançamento da Coleção Tecnologias do Bairro-escola]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No próximo dia 16 de maio, a partir das 19h, a Associação Cidade Escola Aprendiz promove o lançamento da Coleção Tecnologias do Bairro-escola em parceria com a Fundação Itaú Social e a Editora Moderna.</p>
<p style="text-align: justify;">São quatro livros que abordam: Pesquisa-ação comunitária, comunicação comunitária, trilhas educativas e Arranjos Culturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Para debater os temas da Coleção foram convidados Lucas Pretti e Andressa Vianna Movimento Baixo Centro, Deco Benedixt e Marcelo Nucci – <em>hub</em> Estufa, Rafael Mesquita –Agência Popular Solano Trindade, José Luiz Adeve (Cometa) –  Núcleo de Comunicação Comunitária “São Miguel no Ar” e Anna Penido – Fundadora da ONG CIPÓ e Coordenadora do Porvir. A mediação será do jornalista Gilberto Dimenstein.</p>
<p style="text-align: justify;">No espaço, será montada a loja itinerante É’D Marca. Vinculada a Agência Solano Trindade, a loja tem o objetivo de fortalecer a economia da região e da rede – Zona Sul –, comercializando produtos de artistas da quebrada, mostrando um conteúdo diferenciado, feito de forma independente, autoral e, ao mesmo tempo, buscando a sustentabilidade dos artistas envolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para fechar a noite, o público vai presenciar um ensaio aberto composto pela A Banca, Poesia Samba Soul e Wesley Nóog.</p>
<p style="text-align: justify;">A entrada é gratuita.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-1872" href="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/05/10/cidade-escola-aprendiz-lanca-colecao-bairro-escola/convite-2-2/"><img class="alignleft size-large wp-image-1872" title="convite-2" src="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/wp-content/uploads/2012/05/convite-21-638x800.jpg" alt="" width="638" height="800" /></a></p>
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		<title>Inscrições abertas para o VI edital Aprendiz Comgás</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 14:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidade]]></category>
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		<description><![CDATA[O VI prêmio Aprendiz Comgás tem como principal objetivo oferecer apoio para implementação ou continuação de projetos sociais idealizados e aplicados por jovens]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O VI prêmio Aprendiz Comgás tem como principal objetivo oferecer apoio para implementação ou continuação de projetos sociais idealizados e aplicados por jovens.<br />
Podem concorrer ao prêmio grupos ou coletivos compostos por jovens, entre 15 a 24 anos, que desenvolvem projetos sociais que promovam benefícios para uma comunidade.<br />
As regiões contempladas pelo prêmio são: São Paulo Capital, ABC Paulista, Litoral Paulista, Região de Campinas e Região do Vale do Paraíba.<br />
Serão selecionados 6 projetos, sendo que cada vencedor receberá o valor de R$ 2.500,00 (Dois mil e quinhentos reais).</p>
<p style="text-align: justify;">As inscrições podem ser feitas no <a href="http://aprendizcomgas.org.br/aprendiz-comgas/premio/" target="_blank">site </a>do PAC</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-1864" href="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/05/10/inscricoes-abertas-para-o-vi-edital-aprendiz-comgas/pac_final-500x351/"><img class="size-full wp-image-1864 alignleft" title="PAC_Final-500x351" src="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/wp-content/uploads/2012/05/PAC_Final-500x351.jpg" alt="" width="500" height="351" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Noite dos tambores: celebração coletiva da cultura popular</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 18:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[No próximo sábado, 12/05, pessoas de diversas regiões irão se reunir, na Casa de Cultura de M’Boi Mirim, para prestigiar, pelo segundo ano consecutivo, a noite dos tambores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No próximo sábado, 12/05, pessoas de diversas regiões irão se reunir, na Casa Popular de Cultura de M’Boi Mirim, para prestigiar, pelo segundo ano consecutivo, a noite dos tambores. Trata-se de uma festividade que reunirá ritmos percussivos de diversas regiões do mundo com o objetivo de apresentar as distintas características e possíveis manifestações culturais em que este instrumento está inserido. Na sua maioria como protagonista. O evento iniciará às 19h e a previsão de término é 01h do domingo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem tem o interesse em participar mais ativamente, no dia 07 haverá uma oficina de construção de tambores, dia 09 percussão corporal e dia 11 oficina de ritmos e batuques. Todas acontecerão na Casa de Cultura de M’Boi Mirim.</p>
<p style="text-align: justify;">O encerramento da festa será dia 13 no Sesc Santo Amaro, com exibição do documentário “Samba de Cururuquara”, dirigido por Renato Cândido, e apresentações culturais.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.noitedostambores.blogspot.com.br/">Clique aqui e veja a programação completa.</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/NDZrabNXGiM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Saraus periféricos conquistam espaço na Virada Cultural</title>
		<link>http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/04/30/saraus-perifericos-conquistam-espaco-na-virada-cultural/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 18:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quem ainda não conhece ou para aqueles que ainda não tiveram como presenciar um sarau de poesia que acontece na periferia, a Virada Cultural é a oportunidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-1822" href="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/04/30/saraus-perifericos-conquistam-espaco-na-virada-cultural/virada-2012/"><img class="aligncenter size-large wp-image-1822" title="virada 2012" src="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/wp-content/uploads/2012/04/virada-2012-800x365.jpg" alt="" width="512" height="234" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para quem ainda não conhece ou para aqueles que ainda não tiveram como presenciar um sarau de poesia que acontece, em sua maioria, nos bares da periferia, a Virada Cultural, que acontece nos dias 5 e 6 de maio,  é a oportunidade. O palco Sarau ficará no Largo do São Bento e traz os principais saraus que acontecem pela cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é a primeira vez que a periferia mostra sua cultura no centro. Ano passado havia um palco com foco na cultura periférica, onde se apresentaram músicos e poetas. Este ano, apesar do foco ser a literatura, aconteceram apresentações de grupos de rap. Nos anos anteriores a também periferia participou, pois o rap sempre esteve presente na festa.</p>
<p style="text-align: justify;">O que também representa, e muito bem, as margens da cidade, é o samba, e ele será representado por grupos que estão cotidianamente tocando nas quebradas. Samba na Laje, Pagode da 27, Samba da Vela, Quinteto em Banco e Preto, entre outros, vão representar o samba paulistano oriundo da periferia. A roda de samba vai acontecer no Lgo. São Francisco a partir das 18h.</p>
<p><em><a href="http://www.viradacultural.org/programacao">Confira a programação completa aqui</a>.</em></p>
<address> <strong>Sarau </strong>20h00 Suburbano Convicto – Alessandro Buzo 22h00 / Sarau do Binho 00h00 / Sarau Elo em Brasa 02h00 / Sarau Vila Fundão 04h00 / Sarau Zap – Zona Autônoma da Palavra 06h00 / Sarau na Quebrada 08h00 / Sarau da Ademar 10h00 / Sarau dos Mesquiteiros 12h00 / Sarau Ensaiaço 14h00 / Sarau da Cooperifa 17h00 / Versão Popular 18h00</address>
<address></address>
<address><strong>Roda de Samba</strong> </address>
<address>Berço de Samba de São Mateus 20h00 / Projeto Nosso Samba 22h00 / Cupinzeiro 00h00 Samba da Vela 02h00 /  Pagode da 27 04h00 / Tomando Partido 08h00 / Pagode do Cafofo 10h00 / Kolombolo 12h00 / Samba da Laje 14h00 / Comunidade Maria Cursi e Embaixada do Samba 16h00 / Samba de Todos os Tempos 18h00 / Quinteto em Branco e Preto </address>
<p><strong><em> </em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>DJ Kl Jay bate papo com alunos da escola Honório Monteiro</title>
		<link>http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/04/13/dj-kl-jay-bate-papo-com-alunos-da-escola-honorio-monteiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 14:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é exagero algum afirmar que o Hip Hop deu perspectiva a vida de  milhares de jovens. Na década de 90, quando o Jardim Ângela foi  considerado a região mais violenta do mundo pela ONU, o Hip Hop abriu os  “braços” enquanto muitas escolas levantavam os muros.
O DJ do grupo de Rap [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-1780" href="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/04/13/dj-kl-jay-bate-papo-com-alunos-da-escola-honorio-monteiro/5215277094_d72d8d5ed6_b/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1780" title="5215277094_d72d8d5ed6_b" src="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/wp-content/uploads/2012/04/5215277094_d72d8d5ed6_b.jpg" alt="" width="504" height="336" /></a><em>Não é exagero algum afirmar que o Hip Hop deu perspectiva a vida de  milhares de jovens. Na década de 90, quando o Jardim Ângela foi  considerado a região mais violenta do mundo pela ONU, o Hip Hop abriu os  “braços” enquanto muitas escolas levantavam os muros.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O DJ do grupo de Rap Racionais Mc`s, KL Jay esteve nesta segunda feira, 09 de abril, na escola estadual Dr. Honório Monteiro, no extremo do Jardim Ângela, para um papo aberto com os alunos do ensino médio. Não havia um eixo temático como fio condutor da conversa, e nem era preciso, ele soube lidar bem com os quase 900 estudantes que estavam na quadra de esportes, ansiosos para as primeiras palavras do DJ.</p>
<p style="text-align: justify;">Kl Jay iniciou a conversa falando da sua trajetória e sobre a importância do Hip Hop na sua vida. Em seguida começou a interagir com o publico: &#8220;quem tem o sonho de ter um carro, uma casa, uma moto?&#8221; perguntava ele, enquanto olhava atento para quem levanta as mãos. Inicialmente as palavras não pareciam fazer parte de um processo de percepção de desejos, mas em seguida ficou perceptível quando ele questionou a todos: &#8220;quem gosta da escola, quem gosta de estudar, quem gosta de ler&#8221;, já na primeira pergunta, sobre a escola, a quantidade de jovens que se manifestaram foi menor que qualquer pergunta relacionada ao consumo. Nas perguntas posteriores as mãos que se ergueram foram mais por empolgação que identificação com o questionamento. Estava claro, ter fazia mais sentido de que ser, de participar, de estudar.</p>
<p style="text-align: justify;">O formato do encontro estava dado, seria uma &#8220;roda&#8221; de conversa com 900 pessoas. De forma singela o DJ começou a entrar no tema que mais fazia sentido para aquele momento, naquele prédio: educação. &#8220;Vocês acham correto terem escolas particulares onde a mensalidade é R$ 700,00 e o ensino é bem melhor? Vocês não acham que a educação de alta qualidade deveria ser para todos: pobres, ricos, brancos, pretos, amarelos?&#8221;, pergunta. A euforia dar lugar a razão, neste momento se percebe olhares mais concentrados, ouvidos mais atentos e expressões de preocupação!</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns olhavam atentos para o Kl Jay enquanto ele aguçava mais inquietações: &#8220;não é interessante sermos a sexta economia do mundo se temos a maior taxa de juros, maior imposto sobre veículo e a educação e saúde continua como não prioridade. Desta forma, este nunca não vai ser um pais pra frente! Pode ter a riqueza que quiser, enquanto não formos tratados como iguais, não seremos um país pra frente.&#8221; Aponta.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido ao crescimento econômico em 2011, o Brasil ultrapassou o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, o que colocou o pais no sexto lugar entre as maiores economias do mundo, segundo ranking do banco alemão WestLB.</p>
<p style="text-align: justify;">Se na economia o Brasil está bem colocado o mesmo não acontece com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), indicador que serve de comparação entre países, com o objetivo de medir o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de oferecida a população. Neste quesito, o país ocupa o 84° lugar, segundo o relatório, também de 2011, produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Para a pesquisa o Pnud se baseou em dados como a expectativa de vida, a escolaridade e renda.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo dados do Observatório da Rede Nossa São Paulo, o Jardim Ângela, região em que o DJ conversava com os jovens, tem os piores índices de cultura, educação, habitação e trabalho e renda. Isso deixa evidente a incoerência entre melhor economia e de como o povo vive. Deixa mais claro que não há distribuição de renda no Brasil. Como a sexta economia mundial não sana os problemas de infraestrutura básica? A renda está sendo investida onde? Porque em um país bem colocado economicamente as pessoas vivem na miséria extrema e na pobreza absoluta? Termos utilizados pela presidente Dilma em seu discurso de posse.</p>
<p style="text-align: justify;">A corrupção é o combustível que move a pobreza no Brasil. &#8220;…quando for roubar dinheiro publico vê se não se esqueça, que na tua conta tem a honra de um homem envergonhado ao ter que ver sua família passando fome… ordem progresso e perdão, na terra onde se rouba muito não tem punição…&#8221;. Nesta letra da musica Só Deus pode me julgar, o Rapper MV Bill, deixa claro que a miséria, e outros males social, é consequência da corrupção desenfreada e desmedida.</p>
<p style="text-align: justify;">Kl Jay, ciente de toda a corrupção que envolve o Brasil, como se fosse uma  meia calçando os pés, continuou seu discurso de indignação e levantou temas que foi desde  revolucionários até passar pela sexualidade, saúde, educação e cultura. Para encerrar a noite os alunos pediram para ele cantar uma música, mesmo não sendo MC ele cantou &#8220;Jesus Chorou&#8221;, faixa do último disco do grupo: Nada como um dia após o outro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hip Hop educa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É incrível como o Rap está dentro das escolas, desenvolvendo trabalho de base e de formação com uma juventude que não enxerga a escola como ambiente de educação. Dois exemplos disso é o trabalho que A Banca desenvolve com ensaios abertos e bate papo em escolas e também do Matéria Rima, grupo que trabalha em escolas incentivando a leitura e a pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que digam que não, é factível que o Hip Hop é um poderoso instrumento de informação, através dele os adeptos vão muito além dos livros de didáticos: biografias &#8211; Zumbi dos Palmares, Martins Luther King, Malcom X, Nelsom Mandela, Che Guevara, Carlos Marighella entre outros. Música: Tim Maia, Cartola, Nelson Sargento, Nelson Cavaquinho, Zequete, Luis Gonzaga, Vinicius de Moraes, Elis Regina, Tom Jobim Bob Marley, James Brow etc. História do Brasil, da África, de Portugal. Assim, o Hip Hop é um portal para um mundo que a periferia normalmente não conhece. Um jovem que curte Hip Hop se destaca mais numa sala de aula ou em rodas de conversa. Ele saberá falar da situação do pobre no Brasil, da condição do negro, pois esse são temas franquentemente abordados pelo Rap. Assim sendo, facilita a participação dele em diversas situações.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é exagero algum afirmar que o Hip Hop deu perspectiva a vida de milhares de jovens. Na década de 90, quando o Jardim Ângela foi considerado a região mais violenta do mundo pela ONU, o Hip Hop abriu os &#8220;braços&#8221; enquanto muitas escolas levantavam os muros. Foi na música, no grafite, no break ou como DJ que muitos jovens se acharam, o que acarretou uma melhor condição de vida na periferia. Há tempos, o Hip Hop é um dos movimentos de juventude mais organizado do país, mesmo sem ninguém encabeçando isso. O movimento se fortaleceu pelos seus e para os seus. Foi um ajudando ao outro. Hoje, o programa de Valorização as Iniciativas Culturais (VAI), da Secretaria de Cultura de São Paulo, por exemplo, recebe e, consequentemente, contempla mais projetos ligados a alguma linguagem do Hip Hop.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo sendo um movimento cultural de periferia tão criticado, o Hip Hop vem quebrando barreiras e conquistando espaços, &#8220;agora&#8221; dentro das escolas. O bate papo que o Kl Jay fez com os jovens mostrou que o movimento continua a falar com seus, continua investindo na periferia. Mostra, na prática, que há muita semente para plantar em um terreno fértil chamado escola.</p>
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		<title>Escola abre portões para oficinas culturais</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 13:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A escola Dr. Honório Monteiro, localizada na Chácara Sonho Azul, extremo do Jardim Ângela, abre, pelo segundo ano consecutivo, inscrições para oficinas culturais, onde tanto alunos quanto moradores poderão participar.
São oficinas de teatro, grafite, construção de tambores e Mc. Os encontros acontecerão a partir do próximo sábado, 14, na própria escola, com exceção do teatro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A escola Dr. Honório Monteiro, localizada na Chácara Sonho Azul, extremo do Jardim Ângela, abre, pelo segundo ano consecutivo, inscrições para oficinas culturais, onde tanto alunos quanto moradores poderão participar.</p>
<p style="text-align: justify;">São oficinas de teatro, grafite, construção de tambores e Mc. Os encontros acontecerão a partir do próximo sábado, 14, na própria escola, com exceção do teatro que esporadicamente acontecerá no CEU Vila do Sol, pois o lugar oferece a estrutura apropriada para as aulas e uma vivência mais próxima do tablado.</p>
<p style="text-align: justify;">As oficinas acontecem em parceria com A Banca Audácia Jovem, uma produtora Cultural Social residente do Distrito do Jardim Ângela que tem como objetivo realizar eventos e desenvolver a música e a cultura Hip Hop como ferramentas de inclusão Cultural-Social-Econômica para jovens, a Rede de Juventude Criança e Adolescente (REDEJUCA), a escola Honório Monteiro, o artista plástico e professor de teatro Roberto Octaviano e a Associação Cidade Escola Aprendiz, que atua no território por meio do projeto Bairro Escola.</p>
<p style="text-align: justify;">As oficinas aconteceram todos os sábados até o final de junho, onde os alunos que participaram delas se apresentarão em um festival cultural, no formato de festa junina, no Jardim Tancredo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-1770" href="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/04/09/escola-abre-portoes-para-oficinas-culturais/oficinas/"><img class="alignleft size-full wp-image-1770" title="oficinas" src="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/wp-content/uploads/2012/04/oficinas.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>EMICIDA fala sobre bullying, mídia e trajetória</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 19:29:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
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Nesta segunda feira, 2, o projeto “Papo Reto”, em sua segunda edição, convidou o rapper EMICIDA para uma conversa sobre bullying com os jovens do Jardim Ângela. Mesmo com o tema definido, as perguntas se voltaram para vida e carreira do rapper, entretanto, mesmo fora de foco, o assunto foi abordado.
Segundo consta no site da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-1753" href="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/04/03/emicida-fala-sobre-bullying-midia-e-trajetoria/01-2/"><img class="aligncenter size-large wp-image-1753" title="01" src="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/wp-content/uploads/2012/04/01-800x600.jpg" alt="" width="576" height="432" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesta segunda feira, 2, o projeto “<em>Papo Reto</em>”, em sua segunda edição, convidou o rapper EMICIDA para uma conversa sobre bullying com os jovens do Jardim Ângela. Mesmo com o tema definido, as perguntas se voltaram para vida e carreira do rapper, entretanto, mesmo fora de foco, o assunto foi abordado.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo consta no <a href="http://socialbomjesuss.blogspot.com.br/2012/02/emicida-no-clube-da-turma.html">site da instituição</a>, o rapper foi convidado porque quando criança sofreu com o preconceito e hoje é um artista que em evidência. “Em março, completou um ano que o rapper deu o depoimento sobre o bullying e recordou a sua infância, época em que sofreu por ser pobre e por não ter dinheiro para andar na moda. Hoje, aquele menino simples, virou um rapper famoso e eternizou seu grito de guerra &#8220;A Rua é Nós&#8221;, por meio de 30 mil cópias vendidas de mão em mão, até julho de 2011. No ano passado o Emicida foi indicado em três categorias do VMB, levando o prêmio de Artista do Ano e Clipe do Ano pelo vídeo de &#8216;Então Toma&#8217;, que tem mais de 1183249 acessos no youtube.”</p>
<p style="text-align: justify;">A abertura do encontro ficou por conta do DJ V-REP e do Kbça MC, um rapper da região que acaba de lançar seu EP “<em>Minha vida é isso aqui</em>”. Após a apresentação o público se postou diante do convidado para o bate papo.</p>
<p style="text-align: justify;">EMICIDA começou falando do inicio da carreira e da importância do rap em sua vida “eu fui pego pela musicalidade do Pepeu, quando escutei [a musica] nomes de meninas, fui cativado e percebi que era isso que queria fazer”. Envolvido, começou a pesquisar mais referências e se deparou com o grupo Racionais MC’s “considero eles o melhor grupo de rap, sou fã”.</p>
<p style="text-align: justify;">O movimento Hip Hop foi &#8211; e é &#8211; fundamental para vida de muitos jovens da periferia. É desmedido o número de pessoas que foram – e são -, literalmente, salvas pelo movimento. Na musica do disco EMICIDIO “<em>Isso não pode ser perder</em>” o próprio rapper mensura isso: “o rap salvou mais moleque que qualquer projeto social”. Ele relata que a música foi “meio que um divã, onde podia expor os pensamentos”.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos músicos que trabalham com o gênero Rap, são independentes, isto é, não tem vinculo com gravadora. EMICIDA acredita que ser artista independente “é bom porque não há patrão, por outro lado também não tem empregado; o que significa que tem que fazer tudo sozinho”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mídia </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por muitos anos o grupo Racionais se negou a dar entrevista para a televisão. A rede de Roberto Marinho nunca contou com uma aparição espontânea do grupo. No inicio no ano passado o programa Profissão Repórter cooptou uma jovem negra para participar do programa. A missão dela era entrevistar o líder do grupo. Ela não conseguiu.</p>
<p style="text-align: justify;">EMICIDA acredita que esta postura do Racionais foi de extrema importância, pois trouxe muito respeito para o Rap e esse foi o caminho que funcionou para eles. Mas ressalta que os tempos mudaram e que se ele recebe um convite, independente da emissora, deixa claro que só vai se sua fala e sua musica for respeitada. “Tenho orgulho em dizer que nunca precisei pagar para aparecer em lugar algum, eles me convidam pela minha musica, pelas indicações do público ou das pessoas que trabalham com eles”. Revela.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bullying</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O termo é novo, mas o problema é antigo. O que era brincadeira, <em>zuação</em>, coisa de criança recentemente recebeu um nome: Bullying. As vitimas são praticamente as mesmas: magrinhos, gordinhos, negros, jovens que sofrem por não terem certos tipos de roupa ou tênis, pessoas fora do padrão midiático etc. “A mídia de massa não respeita as diferenças, a tevê mostra um modelo de igualdade inexistente”. Aponta o rapper.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas regiões periféricas, a escola é o único espaço de convivência entre os jovens. Não existem locais em que possam se encontrar para fazer qualquer tipo de atividade. Assim sendo, o ambiente escolar se tornar um espaço para conversar, se atualizar, compartilhar novidades, anseios e viver coletivamente. Estudar acaba sendo um detalhe.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante de tanta coisa concentrada em um ambiente, consequências, como Bullying, acabam acontecendo diariamente. “A escola precisa se abrir para diversidade, potencializar a criatividade dos jovens. É isso que tento fazer com a minha música, não quero ficar falando para o moleque que ele vai ser jogador ou ladrão, quero potencializar o que eles têm de artístico”.</p>
<p style="text-align: justify;">O encontro foi organizado pela Ong Social Bom Jesus e aconteceu no Clube da Turma M’ Boi Mirim.</p>
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		<title>Sexta Básica: boa música e muita coletividade</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 15:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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Veja Luz &#8211; photo Rogério Gonzaga





A primeira festa Sexta Básica, organizada pela Agência Solano Trindade, reuniu pessoas, aguçou a coletividade, a harmonia e proporcionou boa música e vivência cultural. Quem compareceu assistiu o show da banda de reggae Veja Luz, que não só mostrou toda a musicalidade como passou mensagens carregadas de energia e positivismo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter">
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<dt class="wp-caption-dt">
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_1736" class="wp-caption   aligncenter" style="width: 650px;">
<address><a rel="attachment wp-att-1736" href="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/2012/03/24/sexta-basica-boa-musica-e-muita-coletividade/veja-luz-2/"><img class="size-large wp-image-1736" title="Veja Luz" src="http://www.mboi.agenciacomunitaria.org.br/wp-content/uploads/2012/03/Veja-Luz-800x533.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a><span style="color: #888888;">Veja Luz &#8211; photo Rogério Gonzaga</span></address>
</dl>
</div>
</dt>
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</div>
<p><span style="text-align: justify;">A primeira festa </span><em class="Apple-style-span" style="font-style: italic;">Sexta Básica</em><span style="text-align: justify;">, organizada pela </span><a style="text-align: justify;" href="http://agenciasolanotrindade.wordpress.com/">Agência Solano Trindade</a><span style="text-align: justify;">, reuniu pessoas, aguçou a coletividade, a harmonia e proporcionou boa música e vivência cultural. Quem compareceu assistiu o show da banda de reggae </span><a style="text-align: justify;" href="http://www.myspace.com/vejaluz">Veja Luz</a><span style="text-align: justify;">, que não só mostrou toda a musicalidade como passou mensagens carregadas de energia e positivismo. Antes da música o público [feminino] assistiu a peça </span><em class="Apple-style-span" style="font-style: italic;">Correio Feminino</em><span style="text-align: justify;"> do grupo Divina Dança e simultaneamente todos conferiram os produtos oferecidos pela loja colaborativa É D’Marca.</span></p>
<p style="text-align: justify;">A festa, que nesta edição a entrada foi colaborativa, tem por objetivo arrecadar recursos para manter o espaço e aguçar a relação reciproca de aproximação entre as bandas e o público. A proposta é que ela aconteça quinzenalmente.  Os grupos e indivíduos previstos para tocar são os cadastrados na Agência Popular Solano Trindade.</p>
<p style="text-align: justify;">A festa <em class="Apple-style-span" style="font-style: italic;">Sexta Básica</em> acontece no espaço Ninho Sansacroma/Agência Popular Solano Trindade, na rua Dr. Luis da Fonseca Galvão, 258 – Capão Redondo. Para a próxima está confirmada a presença de Wesley Nóog, músico, cantor e compositor de Samba Soul. Confira o vídeo do ultimo trabalho de Wesley, em parceria com a banda Poesia Samba Soul.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/foYXHrZjD-E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Na Cooperifa, homens se ajoelham na noite do perdão</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 02:37:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joseh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Acontece amanhã, no Sarau da Cooperifa às 20h45, assim como nos últimos seis anos, incluindo 9 de Março do ano passado, os homens coletivamente se ajoelham para gritar e repetir: “já magoamos, maltratamos, pisamos, iludimos, desrespeitamos, mas hoje, ajoelhados, aqui estamos humildemente implorando: perdão, perdão, perdão&#8230;”
A homenagem acontece sempre no mês da mulher. É um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Acontece amanhã, no Sarau da Cooperifa às 20h45, assim como nos últimos seis anos, incluindo 9 de Março do ano passado, os homens coletivamente se ajoelham para gritar e repetir: “já magoamos, maltratamos, pisamos, iludimos, desrespeitamos, mas hoje, ajoelhados, aqui estamos humildemente implorando: perdão, perdão, perdão&#8230;”</p>
<p style="text-align: justify;">A homenagem acontece sempre no mês da mulher. É um pedido de perdão feito para as mulheres presentes, que nesta data, representam as guerreiras periféricas, elas que são  seres fortes, amigas, companheiras, mães e que, cada vez mais independentes, vão à luta para exigir seus direitos e os diretos dos seus.</p>
<p style="text-align: justify;">O que leva homens a reunir-se em um bar para ajoelhar e pedir perdão?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2009, uma pesquisa realizada em parceria com o Ibope e o Instituto Avon, com a finalidade de diagnosticar as percepções e reações sociais da violência contra a mulher revelou que 55% das entrevistadas – a partir de 16 anos – sofrem violência ou sabem que outras mulheres são agredidas. A maioria, com medo das consequências, incluindo assassinato, jamais abandonam o agressor.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da grande quantidade de pessoas cientes das agressões, somente 39% dos que conhecem vitimas de violência toma alguma atitude em prol da mulher agredida. A maioria destes abusos acontece dentro de casa, o que preocupa 56% dos entrevistados.</p>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa indica que de 2008 a 2009, muita gente tomou conhecimento da Lei Maria da Penha (a lei começou a vigorar em 2006): 68% a 78%. Infelizmente, somente 44% acreditam que a Lei vem apresentando efeitos. Para a população, a questão cultural e o álcool estão por trás da violência, mas para aliviar o problema, 48% dos entrevistados acreditam que o exemplo dos pais aos filhos pode prevenir a violência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais dados</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>Os números relacionados à violência doméstica, em efeito conta-gotas, vem diminuindo, mesmo assim os dados são impressionantes. Outra pesquisa feita em 2010, pela fundação Perseu Abramo, revela que a cada 1 minuto duas mulheres são agredidas fisicamente no estado de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na periferia, segundo Fabiana Ivo, do Centro Maria Mariá, organização que atua na região do Jardim Ângela, na Zona Sul uma mulher é agredida a cada 5 minutos. O que alguns podem interpretar como um exagero pode ser averiguado no dia-a-dia da Casa Sofia, instituição parceira à que Fabiana atua. Lá, diariamente, são atendidas entre 10 a 15 vítimas de agressão. É importante levar em consideração que a Casa só atua de segunda a sexta no horário comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">As agressões causadas por companheiros vão desde perfuração de tímpano a queimaduras no rosto com ferro de passar ou colher. O perfil das vítimas difere muito, o Centro já atendeu desde mulheres de 13 a 70 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Fabiana “as mulheres devem se reconhecer como mulher, conhecer os seus direitos e conversar entre si”.  Estas dicas são importantes para sair de uma relação abusiva. Quanto à questão de direitos ela avalia que “o surgimento da lei Maria da Penha, em 2006, foi bastante significativo, por mais que ela não tenha sido aplicada da forma como deveria. Para nós [mulheres], é uma lei não para prender o homem, mas sim, ensinar a mulher quais são os seus direitos”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">A região em que Fabiana atua tem cerca de 600 mil habitantes, mas não existe um centro de referência para a mulher, uma delegacia para o atendimento de vitimas e um centro de atendimento médico especializado ainda é uma utopia. Tanta violência dos parceiros e do poder público faz com que mulheres se reúnam no Fórum Permanente de Mulheres na segunda sexta feira do mês para debater estes e outros temas na expectativa de melhores dias.</p>
<p style="text-align: justify;">O ajoelhaço pode ser interpretado como uma forma de reconhecimento dos abusos que os homens cometem há gerações contra as mulheres. Perceber este contexto é uma prova de amadurecimento e um importante passo para a mudança. Que no futuro, homens e mulheres não precisem de uma noite de perdão coletivo e que eles consigam resolver suas diferenças e conflitos de forma pacífica.</p>
<address><strong>Mais informações:</strong><br />
<a href="http://www.colecionadordepedras1.blogspot.com/">Cooperifa</a><br />
<a href="http://centro-maria.blogspot.com/">Centro Maria Mariá</a><br />
<a href="http://www.santosmartires.org.br/materias.php?cd_secao=66&amp;codant=&amp;friurl=">Casa Sofia</a></address>
]]></content:encoded>
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